J. Argemiro

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28. Espauto

s. m. (Regionalismo: Açores) jorro de ar quente (gás carbônico) lançado por baleias, golfinhos e botos, e que se condensa ao entrar em contato com o frio da atmosfera. Do inglês Spout.

27. Lavandário

Extenso campo de plantação de lavanda (ou alfazema), designação comum a plantas do gênero Lavandula, da família das labiadas, espécie L. stoechas, L. latifolia, L. angustifolia e L. x intermedia, cultivadas como ornamentais e/ou para extração de óleo essencial usado em perfumaria, medicina e vernizes para pintura em porcelana.

26. Lavarinto

(Em Portugal) trabalho artesanal de agulha, também conhecido por crivo; (no sul da Bahia) cabo de arpoar, sobressalente, usado na pesca da baleia.

25. Taranta

1- adj. de 2 gêneros e subst. de 2 gêneros - Que ou quem é indeciso ou irresoluto.
2- Subst. fem.: o mesmo que "pizzica", dança ritual à qual a tradição popular do sul da Itália atribui o poder de curar a mordida da tarântula. Tarantela: variação rítmica da taranta.

24. Tágueda

O mesmo que táveda e tádega; planta da família das compostas (Inula conyza), amarga e aromática, cujas folhas se assemelham às da oliveira.

23. Cabeça de turco

(ca·be·ça de tur·co) - substantivo de dois gêneros que significa aquele que arca com as culpas de um ato ou acontecimento, com ou sem fundamento no fato. É o mesmo que "bode expiatório" ou "testa de ferro". Plural: cabeças de turco.

22. Tapirotério

s.m. - Em paleontologia, é o fóssil de um mamífero que se assemelha ao tapir; tapirothério.

21. Moléstia

Moléstia - substantivo feminino. - Como regionalismo, mais usado no Nordeste brasileiro, juntamente com suas variantes fonéticas "molesta" e "mulesta", forma um núcleo de construção adjetiva (da+moléstia) que incorpora os significados de raiva, ira e fúria no corpo de expressões que se reportam ao mal da hidrofobia (raiva), doença infecciosa aguda transmitida pela mordida de animais (cão, gato, lobo etc.) infectados com um tipo de rabdovírus. Como essa enfermidade se caracteriza por lesões do sistema nervoso central que provocam convulsão, a sabedoria popular a relaciona a manifestações dos sentimentos humanos de irritação, ira, fúria, agressividade, rancor ou frustração, por um lado. Por outro, serve para intensificar, pelo recurso jocoso à semântica do seu contrário, qualidades, poderes ou virtudes.

20. Auspício

Etimologicamente, auspício tem origem remota na expressão latina "avis spicium", que exprimia o ritual do antigo áugure ao extrair prenúncio de notícias através da observação do voo ou do canto de uma ave. Com o tempo, tais adivinhações adquiriram conotações funestas quando resultavam da observação de águias, corujas, corvos ou gralhas, aves que ainda hoje são tidas como de mau agouro. Na língua portuguesa, o vocábulo auspício deriva já da contração latina avis + spicium = auspicium. Saliente-se que para os romanos o "U" era grafado como "V", como registram os clássicos, as inscrições em monumentos e estátuas, a produção científica da Idade Média e os primórdios das ramificações neolatinas, inclusive o português. Daí "avis spicium" haver-se contraído em "auspicium" e ter sido incorporado ao vernáculo lusitano como auspício.

19. Ralentar

(Música) Diminuir o andamento na execução de uma peça musical. Pôr anotação cifrada, na partitura, para retardar compassos da música.

18. Chalaza

Forma derivada do espanhol "chalaza" e não preferível àquela recepcionada pelo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa: calaza. Embora redigida com "ch" em muitos sites das redes virtuais, nos dicionários só é definido o vocábulo sem o "h". Etimologicamente originada do grego "khálaza" (granizo, grão duro na gema do ovo), identifica cada um dos dois cordões que, por sua aderência à membrana do ovo, mantém a gema centralizada em seu interior, e sua existência comprova a frescura do produto.

17. Parsa

Trata-se de neologismo formulado popularmente a partir do vocábulo "comparsa", do mesmo modo como se pode admitir a forma parça, derivada de "parceiro" e, portanto, utilizando a letra c (cedilhada por se antepor a uma vogal) que integra o radical que contém a estrutura morfológica permanente do termo e seu significado básico indicativo de parceria, sociedade, cumplicidade ou camaradagem. Com "s" ou com "ç", o vocábulo apresenta larga utilização no âmbito das associações voltadas para a organização do crime, congêneres ou simpatizantes. Característica marcante do seu uso quase exclusivo em ambientes descolados da gramática é a invariabilidade de gênero e número.

16. Búxulo

[Fitoterapia] Nome popular atribuído à "uva ursi", planta da família das Ericaceae, bastante utilizada por sua eficácia como antisséptico e diurético, evitando que o corpo acumule água em excesso (inchaço). Com ela se faz um chá medicinal cujo maior beneficiado é o sistema urinário, até em casos graves de inflamações e cálculos renais, assim como cistite e problemas na próstata e uretra. Encontrável especialmente nas regiões montanhosas da Europa, Ásia e América do Norte, a erva ganhou o apelido de ?uva ursi? (?uva do urso?, em latim) por seu fruto apresentar um sabor pouco atraente para os humanos, embora extremamente cobiçado pelos ursos.

15. Leônidas

Leônidas S.f. - Estrelas cadentes assim chamadas porque o seu radiante (ponto do céu de onde parecem originar-se) está situado na constelação de Leão. As leônidas riscam o céu a uma velocidade de até 250.000 quilômetros por hora, deixando como rastro uma linda esteira verde. Sua origem está nos restos caudais liberados pelo Cometa 55P/ Tempel-Tuttle, descoberto em 19 de dezembro de 1865. Em anos normais, chegam a ser vistos de 10 a 15 meteoros por hora, mas a cada 33 anos (quando o cometa passa por seu peri-hélio) podem ocorrer espetaculares tempestades de estrelas, atingindo a frequência de milhares de meteoros por hora. Outras chuvas de meteoros têm seus radiantes nas constelações de Perseus, Dragão e Girafa.

14. Fulígula

S.m. - Ornitologia: ave anseriforme, palmípede, aquática, mergulhadora, da família dos anatídeos, portadora de penacho nucal, mais conhecida por seus nomes populares zarro-negrinha, negrela, negrinha ou pato-de-penacho (inglês: ?tufted duck?; espanhol: ?porrón moñudo?; italiano: ?la moretta?; francês: ?fuligule morillon?).
Etimol.: deriva dos termos latinos ?fuligo? (fuligem) e ?gula? (goela), alusão à cor escura de sua cabeça e pescoço.


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